sexta-feira, 28 de agosto de 2009

CAMPANHA INCENTIVA HOMENS A CONSULTAR MÉDICOS

A falta de disciplina da população masculina quando o assunto é visita periódica ao médico resulta em números alarmantes no Brasil, principalmente no que se refere à taxa de mortalidade.

Segundo o Ministério da Saúde, do total de pessoas entre 20 e 59 anos que morrem no país, 68% são homens. A expectativa de vida deles, conforme dados do IBGE, é 7,6 anos abaixo da média das mulheres.

Por isso, o governo federal lançou nesta quinta-feira a Política Nacional de Saúde do Homem. A meta do pacote de medidas é que 2,5 milhões de brasileiros nesta faixa etária procurem o serviço de saúde pelo menos uma vez ao ano. Estima-se, dessa forma, o aumento de até 570% na realização de procedimentos urológicos e de planejamento familiar, como a vasectomia.

"Nos fins de semana, nós encontrávamos vans lotadas de senhoras alegres e saltitantes aproveitando a noite, indo ao restaurante, todas viúvas. Onde é que estão os homens daquelas senhoras alegres aproveitando a vida? Faleceram. Imagino que as viúvas alegres e saltitantes tenham encontrado homens mais jovens", brincou o ministro José Gomes Temporão, durante o lançamento da campanha.

Recursos
A ação consiste no investimento de 613,2 milhões de reais até 2011, dos quais 105,6 milhões de reais serão voltados para o aumento do número de vasectomias, de ultrassonografia de próstata e de cirurgias. Cerca de 91 milhões de reais servirão para capacitar profissionais de saúde no atendimento ao público masculino.

O principal objetivo é levar os homens aos consultórios médicos para realizarem exames preventivos - e não apenas quando a doença está em estágio avançado, como em geral acontece. "Em vez de serem atendidos no posto de saúde, eles precisam procurar um especialista, o que gera maior custo para o SUS", compara o ministro.Esse comportamento poderia evitar mortes por doenças que podem ser facilmente prevenidas ou curadas se tratadas no início, como câncer de próstata e de pênis, doenças cuja ocorrência aumenta a cada ano.

Fonte: Veja.com

2 Comentários:

Patrícia Campos disse...

Adorei essa matéria.
Realmente grande parte dos homens acham que sabem o que tem e se medicam..fora que muitos insistem e teimam em não procurar um médico.

Quem é que não tem, na família, alguém que está com algum problema e mesmo assim faz questão de não ir??

Tudo em excesso é prejudicial, a teimosia é uma delas.

Rico e Vivi disse...

No mesmo dia (27/10), em que o Ministério da Saúde lança a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, a sociedade civil organizada, por meio da Rede de Homens pela Equidade de Gênero (RHEG), publica o documento-marco “Princípios, diretrizes e recomendações para uma atenção integral aos homens na saúde”.
O objetivo deste documento é contribuir para a consolidação de políticas públicas de atenção integral aos homens na saúde, a partir de reflexões críticas e proposições, tendo por base a perspectiva feminista de gênero.
Esta publicação apresenta um conjunto de idéias, argumentos e informações sobre a atenção aos homens nos serviços públicos de saúde. Ela integra as ações do Projeto “Homens e atenção integral à saúde”, uma iniciativa do Instituto PAPAI, em parceria com o Núcleo de Estudos em Gênero e Masculinidades (Gema/UFPE) e com a Rede de Homens pela Equidade de Gênero (RHEG). A produção deste documento contou com apoio da Agência Canadense de Cooperação Internacional (CIDA), Ministério da Saúde, Save The Children, WCF e Unicef.
Maiores informações no site www.papai.org.br.

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