terça-feira, 27 de maio de 2008

MENINGITE NO RIO DE JANEIRO

O número de mortes por meningite meningocócica, o tipo mais grave da doença no Brasil, já registrou aumento nos primeiros cinco meses de 2008 em comparação ao mesmo período do ano passado. Entre janeiro e maio de 2007, a Secretaria Estadual de Saúde contabilizou 14 óbitos da doença. Este ano, nos primeiros cinco meses, o número de vítimas fatais registradas no Estado já chegou a 28. Ou seja, um aumento de 100%. A expectativa é que a situação se agrave ainda mais com a proximidade do inverno.

Segundo o infectologista Alberto Chebabo, do Laboratório Bronstein, a meningite pode ocorrer no ano todo, mas há épocas de maior incidência da doença, principalmente na estação mais fria do ano, quando é maior o número de ambientes fechados. Ele explica que a meningite pode ser provocada tanto por vírus quanto por bactéria. A meningite viral costuma ser mais branda e facilmente curável. Já a bacteriana, ao contrário, é bem mais grave e inclui a meningite do tipo meningocócica, a mais freqüente no Brasil.

“Os sintomas da meningite costumam ser muito parecidos com os da dengue, por exemplo. Em ambos os casos, os pacientes sofrem com febre, vômito e dor de cabeça. A diferença é que, nos casos de meningite, verifica-se muita rigidez na nunca em função da inflamação da meninge, que é a membrana que envolve o cérebro. Às vezes, o incômodo é tão grande que o paciente não consegue sequer mover o pescoço para cima ou para baixo sem dor”, enumera o infectologista.

Contágio:

O maior risco de contágio da meningite é por via respiratória. Mas a doença também pode ser transmitida através do contato direto com secreções da garganta – o que normalmente ocorre durante o beijo. A melhor maneira de evitar a contaminação é manter limpo e arejado o ambiente doméstico ou o local de trabalho; lavar pratos, talheres e copos e evitar locais abafados onde haja grande aglomeração de pessoas.

“A população tem que estar atenta aos primeiros sintomas da meningite porque não é uma doença que se possa tratar em casa. Muito pelo contrário. Aos primeiros sintomas, é preciso levar o paciente o mais depressa possível ao hospital para iniciar o tratamento à base de antibióticos. Vacinas contra a meningite meningocócica dos tipos A e C já existem, mas só são aplicadas em casos de surtos ou epidemias”, pondera Meri Baran, superintendente municipal de Vigilância em Saúde.

O tratamento é feito à base de antibióticos. Desde que iniciado a tempo, costuma ser eficaz. Sem tratamento, a meningite pode provocar insuficiência renal, cardíaca e pulmonar. Nesta fase da doença, 80% dos pacientes morrem. Os sobreviventes podem apresentar seqüelas neurológicas, como surdez, cegueira e retardamento mental.


Fonte: Jornal O Dia - Ciência & Saúde - André Bernardo
26/05/2008

1 Comentário:

Francisco disse...

Excelentes informacoes. Fonte extremamente confiavel. Excelente servico de utilidade publica. Parabens.

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